

O grupo varejista Casas Bahia anunciou na última sexta-feira (14) que fechou 298
O objetivo da medida é congelar cobranças e dívidas temporariamente para evitar a falência, permitindo que o negócio continue aberto, produza e pague funcionários enquanto negocia um plano de pagamento com quem deve. A decisão foi aprovada pelo Conselho de Administração e pelo acionista controlador. O pedido foi protocolado no Foro Central Cível de São Paulo, especializado em falências e recuperações judiciais.
A empresa informou que pretende manter o funcionamento das lojas físicas, do comércio eletrônico e dos demais canais de venda, sem interrupções relevantes para os consumidores. O pedido foi apresentado em caráter de urgência e ainda deve ser ratificado pelos acionistas em Assembleia Geral Extraordinária.
“Nesse cenário de liquidez restrita, o ajuizamento do pedido de recuperação judicial mostra-se necessário e configura mais um passo na direção da reestruturação financeira da companhia, buscando preservar a continuidade das
, proteger a geração de valor futuro e viabilizar uma solução ordenada para o equacionamento de suas obrigações”, cita um trecho do documento de recuperação judicial.
Segundo a empresa, um rombo bilionário forçou o grupo a encerrar algumas unidades consideradas deficitárias. De acordo com informações do portal do Valor Econômico, a razão principal para as demissões, a petição e o fechamentos das lojas é o endividamento financeiro bilionário que a empresa vem enfrentando nos últimos trimestres.
Na petição em que reivindica os efeitos da recuperação judicial, o grupo informou que acumula dívidas de R$ 17,3 bilhões. Um dos motivos alegados para a pior crise financeira já vivida pela rede é a alta da taxa de juros, inflação que afeta o poder de compra e o aumento da concorrência de plataformas internacionais, como Mercado Livre e Amazon.
No primeiro semestre de 2026, a Casas Bahia registrou um prejuízo de R$ 11,1 bilhões. Só no segundo trimestre, entre abril e junho, o rombo chegou a R$ 10,1 bilhões. Boa parte desse prejuízo (R$ 9,1 bilhões) são de impactos não recorrentes, ligados à reestruturação da empresa, que começou em 2023.
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